Paralisação começou no dia 26 de novembro do ano passado e, desde então, afeta fortemente o setor de comércio exterior deixando prejuízo bilionário. A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal já passa dos 100 dias e deve ter uma nova rodada de mobilização nesta semana, segundo o Sindifisco Nacional, que representa os servidores. 

A paralisação começou no dia 26 de novembro do ano passado e, desde então, afeta fortemente o setor de comércio exterior gerando efeitos devastadores. Os servidores pedem reposição salarial para compensar as perdas inflacionárias acumuladas desde 2016, que ultrapassam 50%.

Os prejuízos da greve até agora são superiores a 3,5 bilhões de reais, devido a custos logísticos elevados, taxas de armazenagem e quebra de contratos internacionais, segundo dados do Instituto Livre Mercado (ILM) e a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM). Além disso, cerca de 14,6 bilhões reais em transações tributárias seguem pendentes, comprometendo a arrecadação federal.

A temperatura promete esquentar nesta semana. Na sexta-feira, 7, mais de 500 auditores participaram da reunião do Comando Nacional de Mobilização (CNM), Direção Nacional e Mesa Diretora do Conselho de Delegados Sindicais (CDS). A pauta principal do debate foi a retomada forte das ações de mobilização, visando ao reajuste do vencimento básico.

Durante a reunião, o coordenador do CNM, o auditor Marcus Dantas, convocou servidores para uma série de caravanas que serão feitas para 13 unidades aduaneiras desta segunda-feira, 10, até sexta-feira, dia 14. “Nossa greve é até a vitória. Já ficamos dois anos e um mês mobilizados pela regulamentação do bônus. Se for necessário, faremos novamente”, afirmou, em comunicado divulgado no site do sindicato.

Para marcar os 100 dias de braços cruzados, na quinta-feira, 6, o presidente do Sindifisco Nacional, auditor-fiscal Dão Real encaminhou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrando uma atuação efetiva junto ao governo federal para a construção de uma solução rápida que atenda às reivindicações da categoria.

Fonte: VEJA -  Por Camila Pati